quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Desenhar e carimbar
Chegou o carimbo que vai marcar e identificar cada um dos desenhos, com o espaço dedicado à numeração e ao autógrafo da autora. A prova de que serão todos únicos e irrepetíveis, como a data que se aproxima. Dias 16 e 17 de Março na Casa da Achada em Lisboa.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Alfacinha na Visão
Margarida Alfacinha
35 anos
Gerente de loja/artista plástica
Estudou design gráfico e acabou a gerir uma loja de produtos antigos portugueses, sem nunca ter deixado de criar obras plásticas, num ateliê que partilha com outros artistas.
Atitude: "Aceitar o acaso é fundamental; se for tudo controlado, perde-se o essencial".
"A vontade faz milagres mas se for tudo muito controlado e sem espontaneidade perde-se o essencial." Margarida Alfacinha, 35 anos, gerente de loja/artista plástica, estica o tempo e acolhe os imprevistos que lhe surgem no caminho. Foi sempre assim, desde os tempos de estudante de Belas Artes. "Aos 17 anos, já pintava das dez às sete, sempre fui compulsiva a desenhar e hoje faço-o em azulejo." Seguiram-se trabalhos free lance em cinema e numa produtora de ficção, que acabou por fechar. Foi então que aceitou um part-time num quiosque de limonadas na capital, trabalho que gradualmente evoluiu para a supervisão e a distribuição, que fazia numa Piaggio. Às tantas, seria convidada para gerente de loja n' A Vida Portuguesa: "É um trabalho criativo que envolve decoração, recursos humanos e gestão, competências que aprendi num tempo recorde. Com dois filhos pequenos e um emprego em full-time, a parte liberal é feita à noite e aos fins de semana, num ateliê partilhado com outros artistas. Margarida diz que é preciso rentabilizar cada minutos, para fazer tudo aquilo a que não se pode renunciar. Agarrar a oportunidade conta para fazer o resto: "O acaso é o mais importante da obra, como dizia Marcel Duchamps; aceitá-lo e empenhar-se torna tudo mais simples e possível."
Revista "Visão"
8 de Dezembro 2011
L'Humanité
"Née un an après la chute de la dictature, j'ai toujours connu la liberté et nous sommes en train de la perdre." Mais elle prend ses distances avec la génération précédente: "Nous ne nous lamentons pas, nous cherchons à être positifs, à trouver des alternatives." Margarida Alfacinha, peintre et designer, ne manque pas une manifestation. "Il faut faire quelque chose, dit-elle avec une grande conviction. Le moment est venu d'agir afin d'obtenir un changement. Je n'ai pas de vision politique, je pense simplement qu'il faut s'unir à gauche, faire tomber le gouvernement, prendre les meilleurs de chaque parti pour en faire un où la société civile aura une place importante." En attendant, tout le monde va aux manifestations, organisées grâce aux réseaux sociaux, précise-t-elle, les jeunes, les vieux et même ceux qui sont en chaise roulante.
François Leclerc, L'Humanité
15 Novembro 2012
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Os desenhos
Confrontada com uma
dívida considerável à segurança social, Margarida Alfacinha decidiu criar 375
desenhos únicos e irrepetíveis (todos eles numerados e assinados) para serem
vendidos pelo valor simbólico de €20 cada, de forma a angariar os quase €7.500
que, de um dia para o outro, provaram ser necessários. Designer de formação,
artista plástica de vocação e gerente de loja no executivo, esta lisboeta de 37
anos e mãe de dois filhos decidiu arregaçar as mangas e criar algo de especial
para aqueles que escolherem apropriar e acarinhar os seus desenhos na venda que
se realizará na Casa da Achada, nos dias 16 e 17 de Março de 2013, e onde
também se poderá ver a artista em acção.
Margarida tem uma
dívida, que resultou da precária situação de recibos verdes, e decidiu pagá-la
com o seu trabalho criativo através da venda destes desenhos. Não querendo
contrair um empréstimo (outra dívida), decidiu usar a criatividade como arma e
encarar este desafio como uma acção de cidadania, em prol da actividade, do
direito a resistir e lutar. Porque acredita no poder do contributo individual
para mudar as situações à sua volta e gostaria de aproveitar esta oportunidade para chamar
a atenção para uma questão que, hoje em dia, aflige muitos outros como ela. E
procura encontrar activamente uma saída para um problema concreto, na forma de
375 desenhos com 24 x 15 cm em papel de gramagem e generosidade elevada.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Manifesto
“Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham os ventos
Seremos muitos
Seremos alguém(...)”
José Afonso
Margarida Alfacinha é Artista Plástica, Gerente de Loja, Mãe
de 2 filhos e uma cidadã ainda com muito para aprender sobre a cidadania.
‘375 desenhos’ é um projecto que nasce duma dívida (duma dor
no estômago), de um problema, para o qual não parecia haver saída e sobre
construção dessa saída.
Margarida tem uma dívida à Segurança Social e quer pagá-la
com o seu trabalho criativo através da venda de 375 desenhos. Acredita que com
o pagamento desta dívida para além de melhorar a sua vida, melhora a das pessoas
que contam com as contribuições para as suas reformas e pensões.
375 desenhos com 24 x 15 cm, serão vendidos pelo valor
simbólico de 20€ cada com o objectivo de pagar esta dívida e contribuir para
uma sociedade melhor, mais justa e comunitária. Estas obras são assinadas e
numeradas pela autora. Esta ideia assenta na premissa de que juntos e com pouco, poderemos fazer muito
e de que através da criatividade, podemos mudar o mundo à nossa volta.
Este projecto surge como um acto de resistência à
paralisação pelo medo, à vergonha e ao isolamento das pessoas, face a uma
adversidade.
Quando deparada com um problema real e ao perceber que não
tinha nada a perder, soube que a única saída seria usar as ferramentas com as
quais nasceu: a força, a coragem em usar os seus desenhos para ajudar construir
um presente e um futuro próprios ao serviço da liberdade.
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